Perseguição policial termina com moto invadindo polo de faculdade e dois feridos em Pinheiros; vídeo
Dois homens ficaram feridos em um acidente com a motocicleta em que estavam durante uma fuga de uma tentativa de abordagem da Polícia Militar, na tarde do domingo de Páscoa (5), no bairro Vila Nova, em Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. Imagens de uma câmera captaram o momento em que a moto colide contra uma parede e os ocupantes caem, com a chegada da viatura policial na sequência.Publicidade
Segundo a versão da Polícia Militar, uma equipe realizava patrulhamento pelo bairro Vila Nova, próximo à chamada “praça do posto”, quando se deparou com uma motocicleta “com placa irregular circulando com dois ocupantes. Ao se aproximar do veículo e dar ordem de parada de forma verbal e também com os sinais sonoros, o piloto não obedeceu e fugiu, sendo iniciado acompanhamento no bairro Vila Nova, passando pelo Centro da cidade e terminando no final da Avenida Agenor Luiz Heringer, já na entrada do bairro Canário”, informou a PM, em nota.
Conforme a corporação, “durante todo o percurso, foram dadas diversas ordens de parada, porém não atendidas. Quando o condutor tentou realizar uma conversão para a Rua Henrique Aires, ele perdeu o controle da motocicleta e colidiu contra a porta de vidro de um estabelecimento de ensino. Com a colisão, a motocicleta invadiu o estabelecimento causando, além do dano na porta de vidro, avarias em mobílias de escritório e aparelhos eletrônicos”.
A PM explicou que o condutor ficou ferido e foi socorrido pelo Samu/192 ao Hospital Estadual Dr. Roberto Silvares, em São Mateus. “O passageiro teve pequenas lesões em diversas partes do corpo, resultantes dos pedaços de vidro, e uma luxação no ombro direito decorrente da colisão, sendo socorrido ao mesmo hospital. Contra nenhum dos envolvidos havia mandados de prisão expedidos, mas registros criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Nada de ilícito foi encontrado. A motocicleta, além da placa irregular, feita com impressão em plástico, estava com licenciamento atrasado e sem os retrovisores, razão pela qual foi removida para o pátio. Foi confeccionado TCO em desfavor do piloto”, informou a corporação.
A Polícia Civil comunicou que não atuou na referida ocorrência, uma vez que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado pela própria Polícia Militar.
Quando a Polícia Militar lavra um TCO, não é necessário encaminhar o indivíduo à delegacia, pois trata-se de um crime de menor potencial ofensivo. O entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é de que a lavratura do TCO é um ato administrativo de registro, e não um ato investigativo privativo da Polícia Civil.
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