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Polícia investiga suspeito de golpes da ‘venda do Paraguai’ em cidades do Noroeste do ES

A Delegacia de Polícia de Boa Esperança e a Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Nova Venécia, municípios do Noroeste do Espírito Santo, investigam um jovem de 22 anos suspeito de praticar golpes em série. A reportagem optou por não divulgar o nome nem a imagem do suspeito neste momento, pois ainda não há denúncia do Ministério Público ou indiciamento por parte da Polícia Civil, tratando-se de etapas iniciais da apuração.Publicidade

A Rede Notícia teve acesso a três boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil. Em um deles, registrado em Boa Esperança, a vítima, uma jovem de 18 anos, afirma que o suspeito, morador da zona rural de Nova Venécia e estudante de Direito, entrou em contato no dia 30 de junho oferecendo a oportunidade de comprar um celular no Paraguai por um preço vantajoso.

“Apesar de dizer que não tinha dinheiro ele insistiu e chegou a falar sobre ajudar a vender meu celular atual. Foram dias insistindo e eu falando que estava sem dinheiro. Até que ele disse que um amigo dele compraria meu celular atual e para comprar o celular do Paraguai eu poderia pagar 50% e os demais 50% após o recebimento do produto”, relatou a vítima no registro policial.
“Aceitei a proposta, e enviei o pix no dia 03/07. Estava marcado que eu buscaria a encomenda no dia 21/07. Entretanto, ele foi dando desculpas até que no dia seguinte 22/07 ele admitiu que fez coisas erradas e que não haveria entrega do produto. Ele disse que faria depósito do dinheiro mas sumiu e não responde as mensagens”, consta em outro trecho do mesmo boletim.

Em outro registro feito em Nova Venécia, um rapaz de 19 anos informou que o suspeito alegou estar em uma viagem e que no local havia aparelhos com valores inferiores aos praticados na região. O jovem ofereceu a compra dos celulares para conhecidos caso enviassem parte do valor adiantado. A vítima transferiu R$ 900 via Pix, mas o produto não foi entregue. Segundo o boletim, o suspeito apresentou justificativas variadas até alegar que teria sido abordado por policiais em São Gabriel da Palha, ocasião em que os produtos teriam sido apreendidos. O documento, registrado no dia 22 de julho, aponta ainda que o suspeito admitiu ter enganado os compradores em conversa com outra mulher lesionada.
No terceiro registro, efetuado em 11 de julho em Nova Venécia por um jovem de 20 anos, a vítima relatou que obteve o contato do suspeito por indicação e encomendou um telefone celular. Após realizar a transferência inicial de R$ 800 — do total de R$ 2.900 combinados —, o comprador foi informado de que o aparelho havia sido retido pela Polícia Militar em São Gabriel da Palha por infração de trânsito. O suspeito não apresentou comprovantes ou autos de apreensão da mercadoria.
Os três boletins obtidos pela reportagem foram tipificados como estelionato e fraude.
A Polícia Civil informou que o caso de Boa Esperança segue sob investigação da Delegacia de Polícia do município e que, para preservar a apuração, nenhuma outra informação será repassada. Sobre os registros em Nova Venécia, o órgão comunicou que o fato é apurado pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais local, mantendo o sigilo dos trabalhos.
A Polícia Civil informou que “orienta as vítimas desse tipo de crime a registrarem as ocorrências em qualquer delegacia, a fim de identificar os suspeitos e aplicar a devida punição”.
A PC explicou que “o Disque-Denúncia 181 é uma ferramenta crucial para a população auxiliar a polícia, fornecendo informações que possam levar à prisão dos criminosos,  que agora dispõe de três canais: por telefone, basta discar 181; pelo computador, o site é www.disquedenuncia181.es.gov.br; pelo WhatsApp, basta mandar uma mensagem para o número 27 99253-8181 e seguir o passo a passo do atendimento virtual”.
A corporação concluiu dizendo que “em todos os canais, o anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.  Em casos de crimes em andamento, recomenda-se acionar o número de emergência 190”.
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