Polícia

Banqueiro e ex-presidente do BRB entram em contradição em acareação sobre fraudes no Banco Master – Portal Momento

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Print

© Rovena Rosa/Agência Brasil

O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões contraditórias durante acareação realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro do ano passado.

O procedimento foi determinado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e a tentativa de venda de ativos da instituição ao BRB.

Versões opostas sobre origem dos créditos

Durante o depoimento, Vorcaro afirmou que as carteiras de crédito ligadas à empresa Tirreno — associada ao Banco Master — tinham origem em investimentos de terceiros e não pertenciam diretamente ao banco.

Segundo ele, essa condição teria sido informada ao BRB durante as negociações.

“A gente anunciou que faria a venda de originadores terceiros. A gente chegou a conversar que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria originada de terceiros, não mais originação própria”, declarou.

Já o ex-presidente do BRB apresentou entendimento diferente. Paulo Henrique Costa afirmou que foi informado de que os créditos eram originalmente do próprio Banco Master.

“No meu entendimento, eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas com terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente [BRB]”, disse.

Empresa de fachada e investigação no STF

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Tirreno seria uma empresa de fachada, utilizada para simular operações de compra e venda de créditos.

Em dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli determinou que o inquérito passasse a tramitar no Supremo Tribunal Federal, e não mais na Justiça Federal de Brasília. A decisão ocorreu após a citação de um deputado federal no caso, o que atrai a competência do STF devido ao foro privilegiado.

Operação Compliance Zero

Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para apurar a concessão de créditos supostamente falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de venda de ativos ao BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

Segundo os investigadores, o volume das fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões.

Diante dos indícios de irregularidades, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

Fonte: Agência Brasil

www.portalmomento.com.br