Milton Hatoum destaca centralidade da narradora em novo livro “Dança de Enganos”
A edição da última segunda-feira (27) do Metrópolis contou com o escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Milton Hatoum, que encerra sua trilogia “O Lugar Mais Sombrio” com o livro “Dança de Enganos”.
As obras entrelaçam temas como memória, exílio, liberdade e autoritarismo, em um drama familiar durante a ditadura militar. Enquanto que os dois primeiros volumes – “A Noite da Espera” e “Dança de Enganos” – são narrados pelo jovem paulistano Martim, a voz no terceiro livro é de sua mãe, Lina, que revisita o passado e a sua relação com o filho.
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Ao falar da mudança narrativa na obra, Hatoum destaca a centralidade de Lina – que nas leituras anteriores era apenas citada e “sentida pela sua ausência”. “Alguns leitores perguntavam: ‘E a mãe?’ E eu dizia: ‘Bom, a mãe vai aparecer em sua plenitude’, com a sua voz, a sua consciência, as suas lembranças, os seus impasses, sofrimentos, dores, prazeres, com amor, com tudo. […] Agora a voz dela aparece, mas aparece também com a voz de outros, porque ela escuta também.”
O escritor ainda comenta que o livro é uma homenagem à Minas – em especial Ouro Preto – e a outros escritores nacionais. “Tem a minha relação com a literatura brasileira. Nossa literatura surgiu em Minas, os poetas da Arcádia, do século XVIII, grandes poetas. E isso também tem a ver com a minha visão da literatura brasileira, com alguns autores e autoras que eu cultuo há muito tempo.”
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Sobre o Metrópolis
O Metrópolis estreou uma nova fase, em uma proposta dinâmica, conectada e contemporânea. Com isso, voltou a ter 30 minutos de duração para ocupar lugar de destaque na programação, como uma das mais longevas produções da emissora.
O espaço ganhou ainda mais destaque com produções de nomes como Alex Flemming, Carmela Gross, João Carlos Galvão, entre outros. Agora, o programa passa a ser exibido em novo horário, às segundas-feiras, logo após o Roda Viva, às 23h30, e de terça a sexta, às 23h. A apresentação fica por conta de Adriana Couto.
Dentro dessa reformulação, Cunha Jr. conta com um espaço assinado, assumindo uma editoria própria e reforçando a importância do jornalismo cultural feito com relevância e credibilidade. Nesta direção, apresenta um quadro fixo sobre cinema e streaming às quintas-feiras.
Assista ao programa completo:
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