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1° final de semana tem diversidade geracional, manifestações políticas e celebração da música brasileira

Chegou ao fim o primeiro final de semana do The Town 2025. Os dois primeiros dias de show contaram com apresentações de trap, rap e rock, com nomes como Travis Scott, Green Day, Lauryn Hill, Iggy Pop, Matuê, Supla e mais.

O final de semana ficou marcado pela diversidade do público. O primeiro dia, com o trap e rap de Travis Scott, Don Toliver, Filipe Ret, KarolConká, Matuê e MC Cabelinho, contou majoritariamente com os jovens, muitos até acompanhados dos pais.

Além da explosão psicológica de Travis Scott e animação do público no Don Toliver, que precisou paralisar o show por 20 minutos por questões de segurança, o primeiro dia do festival teve como destaque o engajamento do público com a música brasileira. Os fãs lotaram o palco Factory com a primeira apresentação do dia, do rapper Teto.

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E não foi só. Os dois palcos principais, o Skyline e o The One, ficaram cheios para acompanhar as atrações nacionais. O rapper Matuê, por exemplo, cantou para um mar de gente às 19h20, mesmo com a proximidade do horário com o show de Don Toliver. Filipe Ret também teve um bom público abrindo os trabalhos no Skyline, e MC Cabelinho também agitou bastante quem acompanhava a performance.

As apresentações no Factory também registram um bom movimento. Localizado entre o Skyline e o The One, o local recebeu bastante gente, até atrapalhando a locomoção entre os palcos principais.

Outro destaque do primeiro dia foram as parcerias. O fenômeno não é segredo no mundo do rap, mas no The Town ficou ainda mais evidente. Já no primeiro show, Teto recebeu Wiu e Brandão, depois, Karol Conká cantou com AJULIACosta e Ebony, artistas da nova geração do rap feminino.

Filipe Ret repetiu o mesmo movimento no palco Skyline, quando dividiu o palco com Alee para cantar a faixa “Me Deixe Leve”, do novo EP “Nume – Epílogo”, lançado em julho deste ano. Ret inclusive reforçou a parceria e afirmou que ação é importante para revelar novos talentos do gênero.

Ms. Lauryn Hill, uma das atrações mais esperadas do primeiro dia, uniu seu rap e R&B ao reggae dos filhos Zion e YG Marley, netos do ícone da música jamaicana Bob Marley. Os dois convidados são filhos da cantora com o empresário e ex-jogador de futebol americano Rohan Marley.

Os pontos negativos do festival ficaram justamente com duas das atrações mais aguardadas por quem compareceu ao Autódromo de Interlagos: Travis Scott e Don Toliver.

Scott, o headliner da noite, fez um show protocolar. A voz de “HIGHEST IN THE ROOM” entregou uma performance de apenas 50 minutos, algo quase raro entre os artistas principais de festivais. O contraste apareceu no domingo, quando Green Day cantou por quase duas horas.

Travis não conseguiu agitar o público, que permaneceu sem grande entusiasmo em canções que não são tão famosas. Além disso, os fãs comparam as apresentações do Rock in Rio e no Allianz Parque, que aconteceram ano passado.

O fato mais decepcionante do primeiro dia foi a paralisação do show de Don Toliver. Por questões de segurança, a apresentação precisou ser interrompida por 20 minutos. A pausa fez com que o setlist ficasse mais curto, e, com isso, os maiores hits da carreira dele, como ‘After Party’ e ‘No Idea’, ficaram de fora.

Dia de Rock

Já no segundo, que celebrou o metal, hardcore e punk, foi possível encontrar as gerações de 70, 80, 90, que também levaram os filhos para acompanhar um show de rock.

Na data da Independência do Brasil, o “Dia do rock” foi marcado por manifestações políticas em quase todas as apresentações.

Os Inocentes, Black Pantera e CPM 22 manifestaram apoio aos palestinos. Em todas essas apresentações, bandeiras da Palestina marcaram presença na plateia.

A politica nacional brasileira também não passou em branco. Em seu show com o Capital Inicial, Dinho Ouro Preto criticou a chamada “Pec da Anistia”, em discussão no Congresso. A proposta visa blindar parlamentares de ações judiciais. Logo em seguida a banda emendou “Que país é esse?”, canção de protesto do Legião Urbana.

No mesmo dia em que foram registradas no Brasil manifestações pela anistia dos envolvidos no 8 de janeiro, Punho de Mahin e Clemente Nascimento se opuseram à proposta. O vocalista dos Inocentes, inclusive, chegou a declarar que “os verdadeiros patriotas” estavam no Autódromo.

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No Palco Quebrada, os rapazes do Black Pantera fizeram um mosh gigante ao som de “Sem Anistia”, canção que retrata especificamente a tentativa de golpe. O power trio ainda organizou uma roda de bate-cabeça exclusivamente para mulheres.

Manifestações feministas foram registradas também nas apresentações da rapper Karol Conká, que convidou AJULIACOSTA e Ebony, e do grupo Punho de Mahin, que dividiu o palco com Mc Taya.

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The Town 2025

O festival retorna nesta sexta-feira (12) e continua no sábado (13) e domingo (14). Os headliners serão Backstreet Boys, Mariah Carey e Katy Perry, respectivamente. 

Os fãs ainda poderão curtir atrações internacionais como Jessie J, Lionel Richie, Camila Cabello, J Balvin e mais. Além de nomes de peso da música brasileira, como Ivete Sangalo, Ludmilla, Gloria Groove e Luísa Sonza.

Nesta edição, os portões serão abertos às 12h e o evento segue até as 02h da manhã.

A venda de ingressos do The Town acontece exclusivamente online, por meio da plataforma Ticketmaster Brasil. A entrada custa R$ 975,00 a inteira e R$ 487,50 a meia–entrada e não há cobrança de taxa de conveniência.



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