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como nascem as cores e os nomes dos esmaltes

Os esmaltes vão muito além do visual: cada cor e cada nome são resultado de pesquisa, criatividade e influência da cultura pop. Da escolha da tonalidade à denominação, cada detalhe é pensado em busca de gerar identificação, desejo e até referências de moda e entretenimento.

Diante disso, o site da TV Cultura conversou com Carolina Bertelli, diretora de Marketing e Desenvolvimento de Produtos da Dailus e Regiane Bueno, vice-presidente de Marketing da Coty Brasil e LatAm, que explicam como as marcas transforma tendências em campanhas marcantes. 

“Começamos analisando febres nacionais e internacionais. Depois, nossa equipe multidisciplinar sugere cores e nomes alinhados ao conceito da coleção. Fazemos até enquete interna para escolher as melhores opções”, detalha Bertelli.

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Segundo a especialista, a cultura pop é uma fonte constante de inspiração. Hypes de moda, hits musicais e produções audiovisuais ajudam a criar produtos que traduzem momentos culturais e se conectam emocionalmente com os consumidores. A escolha da cor, explica Carolina Bertelli, envolve não só a análise de tendências, mas também a composição da paleta de cada coleção, para garantir que tons nunca se repitam e que a combinação seja harmoniosa e impactante.

Além da escolha estética, os nomes apresentam papel estratégico. “Um nome bem escolhido pode se tornar gatilho de compra e até referência de marca”. É o caso de ‘Taça de Cristal’ e de ‘Bolo de Chocolate’, que se tornou um clássico atemporal dentro do portfólio da Dailus. Essa combinação de criatividade, pesquisa e estratégia garante que cada lançamento conte uma história própria, conectando cor, identidade e tendências.

Na Risqué, a criatividade também une ciência e cultura pop. Regiane Bueno, vice-presidente de Marketing da Coty Brasil e LatAm, conta que coloristas combinam pigmentos para criar clássicos como ‘Renda’, ‘Gabriela’ e ‘Rebu’, enquanto coleções inspiradas em séries e marcas, como Doritos, Chilli Beans e “Bridgerton”, geram títulos como ‘Triangulum’ e ‘Uma Abelha me Contou’. “Esses nomes e cores tornam os esmaltes ferramentas de autoexpressão, unindo tradição e inovação”, afirma.

O processo de produção envolve três pilares: ciência, tecnologia e arte. Antes de chegar às prateleiras, os esmaltes passam por laboratórios, onde fórmulas são desenvolvidas para garantir brilho, secagem, flexibilidade e durabilidade. Depois, a fórmula é submetida a uma série de testes para comprovar desempenho, durabilidade, segurança e estabilidade da cor.

“A Coty possui um centro de Pesquisa & Desenvolvimento localizado em Barueri, no qual mais de 20 mil estudos são realizados anualmente, e o espaço recebe, em média, 100 pessoas por dia para testar os produtos, que avaliam desde a absorção de hidratantes até a cobertura de esmaltes, identificando detalhes como a formação de bolinhas”, esclarece Bueno.

Somente quando aprovada, inicia-se a produção: os ingredientes são misturados até formar uma base homogênea, recebem os pigmentos e efeitos desejados e passam por novos controles de qualidade. Só então o produto é envasado, rotulado e pronto para chegar até o consumidor.

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Além disso, as companhias exploram acabamentos inovadores, como glitter, gel, metálico ou cremoso, e coleções temáticas que reforçam a conexão com o público jovem e antenado. Essas colaborações estratégicas permitem capturar insights de mercados distintos e desenvolver produtos que refletem diversidade cultural, mas sem perder a identidade da marca.

Para ambas, moda, música e comportamento são inspiração constante. Tendências de street style, hits musicais e produções audiovisuais ajudam na definição de paletas e na escolha de nomes criativos. O resultado são esmaltes que vão além da beleza: refletem personalidade e transformam cada unha em um pequeno espaço de expressão e identidade.

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