confira 10 curiosidades sobre os Smurfs
Uma nova aventura dos inesquecíveis Smurfs estreou este mês nos cinemas: a animação “Smurfs” (sim, sei que o título não foi assim tão original), dirigida por Chris Miller e com a cantora Rihanna dublando a Smurfete no original em inglês. É uma história fofa, com direito a novidades para a mitologia dos personagens – como Ken, o irmão do Papai Smurf, e Razamel, o irmão do Gargamel.
Aproveito este momento tão smurf, como diriam eles, para reunir aqui dez curiosidades sobre estes icônicos personagens, do surgimento nos quadrinhos até o espaço sideral (literalmente, como você verá).
1 – Eram coadjuvantes

Quando o belga Peyo (pseudônimo de Pierre Culliford) os criou, em 1958, eram meros coadjuvantes em uma série de aventura que ele então produzia: “Johan et Pirlouit”, publicada em “Le Journal de Spirou”. Esta série já tinha mais de uma década de vida (foi criada em 1947) quando os pequeninos (três maçãs de altura) Smurfs surgiram. Os azulzinhos fizeram tanto sucesso que em 1959 passaram a estrelar uma série própria. Peyo morreu em 1992, e “Johan et Pirlouit” teve mais quatro álbuns desde então, sendo o mais recente “La Rose des Sables”, de 2001.
2 – Histórias ambientadas na Idade Média

As primeiras aventuras dos Smurfs eram ambientadas na Idade Média – quando se passam as HQs de “Johan et Pirlouit”. De um modo geral, são atemporais, mas as mais recentes, como os filmes, se passam no tempo contemporâneo. Qual o problema? Nenhum! Como os smurfs vivem centenas e centenas de anos, não há incongruência aí.
3 – Strunfs?

Peyo os batizou como Les Schtroumpfs. Na primeira tradução para o português, em Portugal, viraram Estrumpfes. Quando chegaram ao Brasil, nos quadrinhos publicados em 1975, eram Strunfs. Gosto particularmente das traduções para espanhol e vietnamita: Pitufos e
Xì Trum, respectivamente. O nome pelo qual conhecemos, Smurfs, ficou popular com uma popular versão norte-americana do desenho animado, que estreou em 1981 e teve nove temporadas.
4 – Smurfar, verbo e adjetivo

Uma das brincadeiras recorrentes das histórias é o uso da palavra “smurf” substituindo outras palavras, com seu significado sendo deduzido por nós. Por exemplo, dois smurfs se encontram e um dia ao outro “Que dia smurf, não?”, “Sim! Aproveite para smurfar muito!”. Esta brincadeira recorrente começou na vida real. Peyo estava com um amigo em um restaurante foi pedir o sal. Esqueceu momentaneamente a palavra e improvisou com um “passe o schtroumpf” – isso, antes mesmo de os personagens terem sido criados. Depois, esse divertido neologismo acabou sendo incorporado aos roteiros.
5 – O desenho precursor – e menos famoso

A série animada de 1981, com sua icônica musiquinha, pode ser a adaptação mais famosa, mas não foi a primeira. Duas décadas antes, em 1961, a TV bulga RTB lançoi uma série em preto e branco com os personagens de apenas nove episódios.
6 – Prêmios Emmy

Se a curta série animada belga não teve tanta repercussão, a produção norte-americana da Hanna-Barbera fez muito barulho entre 1981 e 89: 417 episódios distribuídos por nove temporadas, além de sete desenhos especiais.
Durante esta década de exibição, foi sete vezes indicado ao Daytime Emmy, um irmão menos famoso do Emmy (que na verdade chama Primetime Emmy): enquanto o Emmy mais famoso premia a programação em horário nobre (“primetime”, ou seja, noturna, da TV dos EUA), o Daytime Emmy foca nos programas da grade diurna. Das sete nomeações, o desenho venceu duas: em 1983 e 84, ambas na mesma categoria: série de entretenimento infantil.
7 – Paródias eróticas
Não fui atrás (tudo tem limite nesta vida), mas o sucesso dos Smurfs levou à criação de algumas paródias eróticas. As mais famosas são “Sex in Smurfenland”, de Paul Schuurmans, lançada em 1978 (antes do desenho da Hanna-Barbera, pois o quadrinho de Peyo já era um grande sucesso na Europa) e histórias de Roger Brunel e Benoît Brisefer publicada na revista “Pastiches”.
8 – Selos e moedas

Os Smurfs já estamparam selos (no seu país, Bélgica) e moeda comemorativa de € 5 (em 2008 e 2018, para os aniversários de 50 e 60 anos, respectivamente).
9 – Unesco

Ser garoto-propaganda do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) não é para qualquer um, mas nem todos os fãs gostaram do que aconteceu com os Smurfs quando foi a vez deles.
Em 2005, um anúncio televisivo mostrou a aldeia dos Smurfs sendo bombardeada por aviões de guerra e terminando com uma imagem do Bebê Smurf chorando em meio a vários smurfs mortos, com a mensagem: “Não deixe a guerra destruir o mundo da infância”.
10 – Asteroide

Um asteroide descoberto em 1935 recebeu, em 1985, o nome de Peyo, em homenagem ao criador dos Smurfs.
Pedro Cirne é formado em jornalismo, desenhos e histórias em quadrinhos. É autor do romance “Venha me ver enquanto estou viva” e da graphic novel “Púrpura”, ilustrada por 17 artistas dos 8 países que falam português.
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