conheça a jovem que está viajando de Celta com sua cachorra até o Peru
Quem nunca teve vontade de largar tudo e viajar sem rumo e data de retorno? Pode parecer loucura, mas foi exatamente isso que a joseense Ana Clara Uchôa fez.
Em 2023, motivada em proporcionar uma “vida incrível” para sua cachorra Ísis, a jovem de 25 anos saiu do emprego, comprou um Celta indicado por um mecânico, se despediu da família e pegou a estrada.
Como não houve um planejamento detalhado para a expedição, a ideia inicial era fazer trabalho voluntário nos destinos e, assim, ter uma base fixa para ficar. Depois, quando o dinheiro acabasse, voltaria para a casa. Porém, nem tudo saiu como o planejado.
Em entrevista exclusiva ao site da TV Cultura, Ana explicou a situação e falou sobre a mudança de planejamento.
“Eu fiz o primeiro voluntariado por 15 dias em Minas Gerais e quando estava a caminho do segundo, em Ubatuba, o dono me ligou e cancelou comigo. Eu pensei muito em desistir, mas fui para a praia e decidi dormir uma noite dentro do meu carro para ver como seria. Quando eu acordei, o amanhecer estava laranja, a Ísis saiu correndo e foi para o mar e eu lembro que pensei: ‘não sei como isso vai dar certo, mas vai dar certo’. Dali, eu saí de Ubatuba, fui para o Rio de Janeiro e comecei a subir o litoral”, contou.
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Depois que decidiu, de fato, embarcar na vida de viajante, Ana Clara determinou a cidade de Machu Picchu, no Peru, como destino final de sua atual expedição. Porém, a ideia sempre foi conhecer o máximo de estados brasileiros antes de deixar o país.
Com as adaptações feitas no Celta até que se tornasse também sua casa, a joseense passou a chamar o carro de Ozzy. Nas redes sociais, onde soma mais de 800 mil seguidores ao todo, compartilha vídeos da rotina dos três: Ana, Ísis e Ozzy, conhecendo pessoas e visitando lugares com paisagens paradisíacas.

Por uma questão de segurança, a viajante costuma dormir em campings e postos de gasolina, porque é onde se sente mais confortável, principalmente após conversar com pessoas que vivem na região. Apesar de não ter enfrentado nenhum “perigo real” de segurança, ela reconhece que o medo existe.
“As pessoas pensam que eu não tenho medo, mas se eu não tivesse, estaria morta por dentro, porque o medo move. A questão é escolher se ele (medo) vai te travar ou te levar para algum lugar. Eu uso muito o como válvula de escape. Se eu sinto muito medo em um lugar e não me sinto confortável, eu vou embora”, afirmou.
A perspectiva é chegar ao Peru ainda neste ano e, posteriormente, voltar para a casa visitando outros países da América do Sul. Toda essa rota deve ser feita a bordo do Ozzy, mas sempre acompanhada pela Ísis.
“Esses dias eu comentei que queria trocar de carro e o público não gostou, mas eu expliquei que não é um plano para agora. Eu quero terminar toda a América do Sul com o Ozzy, mas um dia eu pretendo ir até o Alasca e eu preciso ter dó do meu carro, porque meu Celta já tem 273.000 quilômetros rodados”, falou Ana Clara.
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