Vencedor do Oscar, ‘Ainda Estou Aqui’ conquista prêmio argentino
O filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’, dirigido por Walter Salles, conquistou um prêmio pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina. Esse é o 47º prêmio alcançado pelo longa.
A obra foi eleita como o Melhor Filme Ibero Americano nos Premios Sur e se tornou a primeira vencedora da história da categoria, criada este ano.
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Nas redes sociais, o diretor fez um discurso em espanhol agradecendo à conquista nesta quinta-feira (24): “Este prêmio de melhor filme Ibero-Americano é uma honra para todos nós que realizamos esse filme. Para Fernanda Torres, para Fernanda Montenegro, para cada um dos atores e técnicos que tornaram esse filme possível, e para mim”.
O cineasta também expressou sua consideração e respeito pelo cinema argentino na publicação. “Compartilhamos uma profunda admiração pelo cinema argentino, por seus atores e realizadores extraordinários, por seus incríveis roteiristas, por seus produtores e artesãos de imenso talento.”
“‘Ainda Estou Aqui’ fala sobre memória e resistência. Esses são dois territórios que o cinema argentino explorou e nos ensinou a abordar de forma exemplar. Em um momento em que a democracia está sendo atacada em tantos países, esse reconhecimento se torna ainda mais significativo. […] Vida longa ao cinema argentino e à democracia!”, acrescentou Salles.
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Além do prêmio argentino, ‘Ainda Estou Aqui’ recentemente entrou em uma lista de melhores filmes eleitos pelo jornal The New York Times, conquistou três estatuetas dos Prêmios Platino del Cine Iberoamericano e ganhou a categoria de Melhor Filme Internacional pelo Oscar 2025.
‘Ainda Estou Aqui’ acompanha a trajetória real de Eunice Paiva (Fernanda Torres), uma mulher que, após o desaparecimento de seu marido Rubens Paiva (Selton Mello) durante a ditadura militar, se vê forçada a reconstruir sua vida em meio à dor, luto e incerteza. A busca por justiça e a preservação da memória do amor que compartilhou com seu marido são os pilares de sua jornada. A narrativa se passa em um Brasil de tensão política e repressão, com Eunice enfrentando não apenas o luto, mas também a difícil realidade de viver em um regime autoritário.
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