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TV Cultura exibe documentário inédito ‘Xingu envenenado, ameaça aos povos indígenas’

A TV Cultura exibe neste domingo (20), às 18h30, o documentário inédito ‘Xingu Envenenado, Ameaça aos Povos Indígenas’, realizado pelo departamento de Jornalismo da emissora. O Território Indígena do Xingu, no coração do Brasil, pede socorro. Sitiado por grandes fazendas de monocultura, sobretudo de soja, milho e gergelim, as aldeias sofrem os efeitos da poluição provocada por agrotóxicos, que contaminam as águas dos rios e dos poços artesianos.

Com reportagem do jornalista Leão Serva e do fotógrafo Rogério Assis, que visitam a região há décadas, o documentário entrevista especialistas e indígenas, e partiu de pesquisas feitas a pedido da etnia kisedjê, que há tempos vem notando mudanças no gosto e no cheiro do peixe e da caça. Eles se queixam de coceiras, gripes, dores de cabeça, feridas na pele das crianças e outras enfermidades.

O Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso, tem 2,6 milhões de hectares, quase o tamanho do estado de Alagoas. As suspeitas de contaminação foram confirmadas por pesquisadores, biólogos e médicos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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A pesquisa mostra que os agrotóxicos lançados sobre as lavouras por aviões, com o objetivo de combater pragas, têm um efeito ainda mais nocivo, porque o vento espalha o veneno pela água e pelo ar. O estudo encontrou 28 tipos de agrotóxicos que, nas amostras colhidas, estão dentro dos limites legais.

Divulgação TV Cultura

O estudo também indica que os indígenas são mais vulneráveis aos fungicidas e pesticidas, da mesma forma que também sofrem mais com a exposição ao álcool e ao açúcar refinado, que não fazem parte de sua cultura tradicional.

Uma ameaça para as 16 etnias que ocupam a região do Xingu há mais de dois mil anos e que lutam para preservá-la. Para os kisedjê, a contaminação passou dos limites e eles decidiram que era hora de buscar abrigo em outras terras. Casas, postos de saúde, campos de futebol, toda a estrutura da aldeia ficou para trás.

Apesar de tantas ameaças, o Xingu conta com as denúncias de fotógrafos e cinegrafistas, que visitam a região e denunciam violações dos direitos indígenas. Porém, já tem o seu próprio realizador: Kamikia Kisedje perdeu a conta dos filmes que fez. É um cineasta premiado com o seu ‘Sukande Kasáká, Terra Doente, filme de meia hora que recebeu o prêmio de melhor curta na “Mostra Ecofalante 2025”.

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