Polícia

Preso o 3º suspeito de matar funcionária do Roberto Silvares a tiros e carbonizada em Jaguaré

Um homem de 22 anos foi preso nesta terça-feira (20), em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, suspeito de envolvimento no assassinato da auxiliar administrativa do Hospital Estadual Roberto Silvares, Angélica Aparecida Oliveira, de 49 anos. A Polícia Civil não divulgou o nome do preso, mas a Rede Notícia apurou que se trata de Djalma Vinícius Vicente. Outros dois suspeitos, Ronald Marroque Mendes, de 20 anos, e George Almir dos Santos Lourenço, de 23, já haviam sido presos em junho de 2025.Publicidade

À esquerda, Ronald Marroque Mendes, e à direita, George Almir dos Santos Lourenço. Crédito: Polícia Civil
Segundo o delegado Erick Lopes Esteves, titular da Delegacia de Polícia de Jaguaré, os executores erraram o alvo e atiraram no carro de Angélica ao confundi-la com uma suposta rival. Ao constatarem o erro, no dia 27 de agosto de 2023, eles levaram o automóvel para uma estrada de terra no Córrego das Araras e incendiaram o veículo com a vítima no banco do passageiro. O crime chocou o município.
Angelica Aparecida Oliveira, de 49 anos. Crédito: Reprodução / Montagem Rede Notícia
De acordo com o delegado, a prisão de Djalma Vinícius Vicente integra a chamada Operação Tolerância Zero, que mira suspeitos de homicídios em Jaguaré. Djalma foi localizado no bairro Boa Vista I e não ofereceu resistência.

Auxiliar administrativa do Hospital Estadual Dr. Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus, cidade vizinha a Jaguaré, Angélica Aparecida Oliveira trabalhava na recepção da unidade, em regime de designação temporária, desde dezembro de 2021.

Na época, o marido de Angélica, Aleone Souza, contou à reportagem que a mulher saiu de casa em Jaguaré às 4h da madrugada no carro da família e daria carona a uma pessoa que ele não soube identificar. A investigação apontou, contudo, que a vítima não chegou a dar essa carona. Ao saber que um veículo havia sido encontrado incendiado, Aleone foi ao local e reconheceu o carro da esposa. No banco do passageiro havia uma ossada humana que a perícia inicial indicou ser feminina, o que foi confirmado dias depois pela Polícia Científica como sendo os restos mortais de Angélica.

Em conversa com a Rede Notícia à época, Aleone relatou que ele e Angélica viviam juntos há 18 anos e tinham um filho que, na ocasião, tinha 11 anos. Ela era mãe de outros três filhos de um relacionamento anterior. O marido afirmou desconhecer qualquer inimizade da esposa, descrevendo-a como uma pessoa “tranquila” que estava cursando enfermagem.

A reportagem tenta localizar as defesas dos suspeitos presos. Este espaço segue aberto para posicionamento.
Sobre o caso:

redenoticia.es