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OMS inclui Brasil em alerta sobre taxação de bebidas ultraprocessadas

A Organização Mundial da Saúde incluiu o Brasil em um alerta relacionado a bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes e sucos de caixinha. Segundo a OMS, o país não taxa esses produtos o suficiente para estimular o consumo de alternativas mais saudáveis.

O órgão de saúde concluiu que bebidas açucaradas estão ficando cada vez mais baratas devido a impostos mais baixos. A recomendação é apertar o bolso, aumentando as taxas para controlar o consumo.

No Brasil, mais da metade da população está acima do peso. São cerca de 145 milhões de pessoas. Um em cada três brasileiros está obeso. Em todo o mundo, mais de um bilhão de pessoas estão em situação de obesidade.

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O Brasil é um dos países que adotam algum tipo de imposto sobre os produtos açucarados, mas a forma como isso é feito hoje vai na contramão do recomendado pela OMS. Para a organização, os tributos sobre refrigerantes não são altos o suficiente para desincentivar o consumo.

No Brasil a taxação é diferente em cada estado. Em São Paulo, segundo o Impostômetro, a tributação do refrigerante é de 36,56%. A água mineral fica com carga tributária de 22,04%. No entanto, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais, os refrigerantes produzidos na zona franca de Manaus levam vantagem porque contam com isenção de 8% no IPI.

Reforma Tributária aprovada no Congresso terá um imposto seletivo, o chamado “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos nocivos à saúde. A expectativa é alinhar o país com o recomendado pela OMS.

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