Polícia

Homem é assassinado a tiros por falsos policiais na presença da esposa e das filhas em Pinheiros

Um homem de 36 anos, identificado pela Polícia Civil como Alexandre de Souza Abreu, foi assassinado a tiros na madrugada desta quarta-feira (10), no bairro Jundiá, em Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. Segundo o delegado Gustavo José Carvalho, titular da Delegacia de Polícia de Pinheiros, o crime foi cometido por três homens encapuzados e armados que invadiram a casa da vítima.Publicidade

O delegado explicou que os criminosos chegaram à residência se passando por policiais e “efetuaram disparos contra o portão e a porta da sala antes de arrombar a porta da cozinha”. De acordo com ele, Alexandre estava no quarto com a companheira, de 25 anos, e as duas filhas, de 8 e 6 anos. Ao perceber a invasão, levantou-se, mas foi atingido por tiros no cômodo próximo à geladeira, onde caiu. Uma equipe do Samu/192 confirmou a morte ainda no local.
Movimentação policial na rua da casa da vítima. Crédito: Obtido pela Rede Notícia
O delegado Gustavo Carvalho informou também que Alexandre era irmão do traficante Adriano de Souza Abreu, conhecido como “Porquinho”, preso em 2022 e apontado, à época, como chefe do tráfico de drogas dos bairros Jundiá e Nova Jerusalém. Segundo ele, a principal linha de investigação neste momento aponta o tráfico de drogas na região como possível motivação do crime.

A perícia da Polícia Científica, segundo apurou a Rede Notícia, encontrou no local estojos e munições de calibres .38 e .40. Os peritos identificaram cinco perfurações de tiros no corpo da vítima, atingindo mão, costas, tórax e cabeça.

A Polícia Civil acrescentou que Alexandre tinha anotações criminais e chegou a ser preso em 2014 suspeito de homicídio, crime praticado, segundo a corporação, juntamente com o irmão Adriano, o “Porquinho”, condenado por homicídios e tráfico e que permanece preso.

Fontes policiais relataram à Rede Notícia que há um racha na facção Bonde da Mooca (BDM) desde 2023, ano seguinte à prisão de “Porquinho”. Uma das fontes explicou: “Houve um racha interno. Dois grupos passaram a disputar o comando da organização, resultando em diversos confrontos armados e mortes nos anos seguintes. Operações policiais realizadas desde então levaram à prisão de vários integrantes. Nos últimos meses, Pinheiros vivia um período de relativa tranquilidade em relação aos homicídios ligados ao tráfico — cenário interrompido pelo ataque ocorrido nesta madrugada”.

A Polícia Científica comunicou que o corpo de Alexandre foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), onde passará por necropsia.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Pinheiros e que, até o momento, nenhum suspeito foi preso. A corporação acrescentou que “informações podem ser compartilhadas de forma sigilosa por meio do Disque-denúncia (181), que é uma linha de contato gratuita, disponível em todos os municípios do Estado. As informações passadas pela comunidade podem ser cruciais para o avanço das investigações”.
 
 

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