O abusador muitas vezes é uma pessoa querida
O Opinião da última semana abordou o problema do abuso sexual infantil e discutiu as melhores maneiras de proteger e orientar as crianças quanto ao problema.
Durante a edição, a advogada e diretora presidente do Instituto Liberta, Luciana Temer, ressalta que a maioria dos atos de violência sexual contra menores são cometidos por parentes. Segundo ela, o vínculo do violentador com o abusado muitas vezes é um empecilho na hora da criança denunciar o abuso.
“O abusador muitas vezes é uma pessoa querida. A gente não está falando de um monstro em um beco escuro. As pessoas pensam: ‘se alguém estuprar a minha filha ela vai chorar, critar, correr e me contar’. Não. Não estamos falando de atos violentos. Estamos falando de uma violência que se dá de uma forma sedutora, como uma brincadeira“, comenta Luciana.
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O Anuário Brasileiro de Segurança Pùblica aponta que 92% estrupos registrados com crianças e adolescentes até 18 anos no país ocorrem dentro de casa, praticados por familiares ou pessoas próximas.
A diretora presidente do Instituto Liberta aponta que o diálogo com os menores é uma eficiente maneira de prevenção e concientização acerca do abuso.
“Falar de violência sexual é dificl, mas ensinar as crianças a se protegerem é mais fácil do que as pessoas imaginam“, completa.
Assista ao Opinião de 21/11/2025 na íntegra:
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