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Poluição por combustíveis fósseis gerou um impacto econômico no Brasil em mais de R$ 90 bilhões, diz estudo

Um relatório publicado em uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a The Lancet, concluiu que a dependência do Brasil em combustíveis fósseis gerou um impacto econômico de mais de R$ 90 bilhões em apenas um ano.

O estudo publicado na revista aponta que o país avançou pouco na transição energética. Entre 2016 e 2022, as emissões de dióxido de carbono (CO₂) pela queima de combustíveis fósseis caíram apenas 1,5%. O CO é um dos principais gases do efeito estufa.

A poluição do ar é uma grande ameaça à saúde no Brasil. Em 2022, foram registradas 63 mil mortes causadas pela emissão de gases poluentes. Desse total, 24 mil estão relacionadas à queima de combustíveis fósseis. O restante é resultado do desmatamento e das atividades agropecuárias.

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O relatório destaca também o aumento expressivo da seca extrema, que se tornou dez vezes mais intensa desde a década de 1950. O calor não é apenas um problema ambiental e de saúde, mas também um fator de estresse produtivo e financeiro, com impactos diretos na economia.

Atualmente, 72% do território brasileiro enfrenta ao menos um mês de seca severa por ano. Só no ano passado, os brasileiros estiveram expostos, em média, a mais de quinze dias de calor intenso

A estimativa é que as mudanças climáticas tenham causado um prejuízo de quase R$ 100 bilhões devido à perda da capacidade de trabalho, o equivalente a quase 1% do PIB nacional.

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