Mercado ilegal no Brasil movimenta quase R$ 8 bilhões por ano, aponta USP
Um estudo inédito da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (23), revelou que o mercado ilegal movimenta cerca de R$ 7,8 bilhões por ano no Brasil.
Roupas, brinquedos, eletrodomésticos, bebidas alcoólicas e os chamados vapes, há de tudo no mercado ilegal. O principal atrativo é o preço mais baixo.
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De acordo com o levantamento, apenas com a venda de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina — produtos proibidos no país —, quase R$ 8 bilhões deixam de ser arrecadados em impostos todos os anos. Se esse setor fosse regulamentado, poderia gerar uma receita superior a R$ 13 bilhões anuais.
“Há um desconhecimento dos efeitos que esse produto mais barato traz para a saúde da pessoa que o consome e para a sociedade, em termos de sonegação. Ou seja, todo mundo perde com esse consumo, mas muita gente acha que é uma escolha sem impacto. É uma escolha por algo mais barato, sabendo que é pior, mas acreditando que não traz grandes consequências”, afirma o coordenador da ESEM/USP, Leandro Carneiro Pique.
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A pesquisa mostrou que, nos últimos meses, mais de 15 milhões de brasileiros afirmaram ter consumido produtos ilegais. Entre os consumidores regulares, 24% dos que consomem bebidas alcoólicas, 20% dos que compram combustíveis, 20% dos que adquirem eletrônicos e 25% dos que compram roupas se declararam dispostos a adquirir itens ilegais.
A ausência de regulamentação contribui diretamente para o crescimento do mercado ilegal. É nesse tipo de comércio que redes criminosas têm encontrado uma fonte lucrativa e estratégica de financiamento.
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