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Presença de estudantes estrangeiros cresce nas redes municipal e estadual de ensino em SP

O número de alunos estrangeiros nas escolas públicas de São Paulo dobrou nos últimos cinco anos. Hoje, a educação inclusiva é parte essencial do currículo das redes municipal e estadual.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, mais de 13 mil estudantes estrangeiros estão matriculados nas escolas da capital. Na rede estadual, esse número é ainda maior: são quase 23 mil alunos, o que representa mais que o dobro do registrado no mesmo período.

O crescimento revela um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade: respeitar e incluir as diferenças exige sensibilidade na construção de um currículo que valorize a diversidade cultural presente em sala de aula.

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Em uma escola no Bom Retiro, por exemplo, quase metade dos alunos é imigrante ou filho de imigrantes. Bolívia, Paraguai, Peru, Argentina, Venezuela, entre outros locais. Neste contexto, uma sala de aula se transforma em um pequeno mundo.

“A maior dificuldade se encontra na barreira linguística, por conta que aqui [em ambiente escolar] nós falamos português, e já em casa a maioria das famílias fala a ‘língua mãe’”, relata a psicóloga Juliana Cristina de Arruda.

O próximo passo está em avançar nas políticas educacionais: mais professores preparados, práticas interculturais e apoio psicossocial.

Só assim a nova geração de estudantes — brasileiros e imigrantes — poderá enxergar a escola como um espaço verdadeiramente inclusivo. Mas é necessário investimento.

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