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Mulheres da periferia de SP criam editora para incentivar a leitura e a escrita feminina

Um grupo de mulheres da periferia de São Paulo criou um projeto para incentivar a leitura e, principalmente, a escrita de outras mulheres. O coletivo tem uma editora própria, que já publicou 30 títulos.

O primeiro passo para essa revolução veio com um livro. Quando Dinha escreveu a obra “De passagem, mas não a passeio”, há mais de 20 anos, sonhava em ver o título publicado.

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“Eu não me sentia empolgada para enviar meus textos a uma editora grande. Lá eu não via perspectiva, não acreditava que fossem se interessar pelo meu tipo de arte. Eu faço literatura periférica, é um gênero, um movimento literário que estava se iniciando lá nos anos 2000”, afirmou Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha.

Ela conseguiu publicar seu livro de forma independente e percebeu que esse não precisava ser um sonho distante. Foi assim que, em 2013, nasceu o coletivo de mulheres ‘Me Parió Revolução’, que hoje soma 30 títulos lançados.

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Durante anos, essas mulheres tiraram dinheiro do próprio bolso para bancar cada publicação. Agora, com apoio de editais e fomentos culturais, o projeto ganhou fôlego para alcançar ainda mais pessoas. Uma das conquistas foi a publicação de um texto inédito de Carolina Maria de Jesus, símbolo da literatura de mulheres negras e periféricas.

Todos os livros também estão disponíveis em PDF, gratuitamente, no site da editora. Mais do que publicar, o objetivo do coletivo é plantar a semente da leitura em quem vem depois.

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