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Estudo aponta subsídios e custos de ineficiência como motivos da alta na conta de luz no Brasil

A conta de energia é cara no Brasil porque quase 30% dela corresponde a subsídios e custos decorrentes da ineficiência do setor.

Essa é a conclusão de um estudo da Abrace, entidade que representa grandes empresas consumidoras de eletricidade no país.

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Dos R$ 395 bilhões em custos previstos para este ano, quase R$ 60 bilhões referem-se a ineficiências, como perdas técnicas e gastos associados a furtos de energia. Desse total, R$ 21 bilhões correspondem a impostos sobre falhas; outros R$ 44 bilhões estão ligados a subsídios, como a tarifa social. 

Ainda há R$ 7 bilhões em créditos concedidos a consumidores que produzem energia próxima ao local de consumo, como é o caso das usinas solares.

“Quando falamos que pelo menos um quarto do setor elétrico representa subsídios, políticas públicas e ineficiências, isso prejudica bastante toda a cadeia. Para cada família brasileira, apenas um terço do que ela gasta está diretamente relacionado à conta de luz. Os outros dois terços estão embutidos nos produtos e serviços que consumimos no dia a dia. Isso torna o pão mais caro, o frango mais caro e todos os materiais de construção, por exemplo: em um saco de cimento, 25% do custo é energia. O frango é um produto eletrointensivo. Mais de 30% do custo do frango que compramos no mercado corresponde à energia elétrica”, afirma Victor Iocca, diretor de energia da Abrace.

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