Maria Fernanda Cândido, que estreia em ‘O Agente Secreto’, é a homenageada do Persona desta sexta (12)
Prestes a estrear como Elza no longa ‘O Agente Secreto’, a atriz Maria Fernanda Cândido é homenageada no Persona desta sexta-feira (12).
Na conversa com Chris Maksud e Atilio Bari, ela compartilha o poder da sua personagem na produção, revela suas raízes artísticas e, ainda, relembra marcantes papéis internacionais e nacionais.
Nascida em Londrina, no Paraná, a artista resgata memórias afetivas que a conectaram com o caminho das artes. Sentada em bancos de madeira, embaixo de uma jabuticabeira, após o almoço de domingo na casa de sua poetisa avó siciliana, Maria ficava encantada.
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“Ela pegava aquele caderno [de poemas] e fazia um aquecimento vocal. Eu não sabia que aquilo era um aquecimento vocal, eu era uma criança, e ficava admirada olhando aquela mulher, aí ela começava a recitar”, conta.
Em 1999, aos 25 anos, a também ex-modelo alcançou os holofotes dando vida à Paola em “Terra Nostra”, interpretação que quase não aconteceu. “Depois de Serras Azuis, fiz um teste para fazer uma protagonista. […] E dois dias antes de assinar o contrato, eles me ligam e dizem: ‘Olha, Maria Fernanda, nós sentimos muito, mas não vai dar. A gente precisa de alguém mais conhecido’. Fiquei tão triste, tão chateada”, ela diz. “Até que minha empresária me liga [dias depois] e diz: ‘Fefe, tem um teste para você fazer amanhã, mas eles precisariam saber se você poderia aprender italiano, se você tem alguma noção de italiano’. Animada, aceitou, recebeu o texto e se apresentou ao teste que lhe rendeu o papel.
No cinema brasileiro, também vive um momento especial com a chegada de ‘O Agente Secreto’. O diretor Kleber Mendonça Filho revelou que “escreveu o papel de Elza pensando diretamente nela”, inspirado pelo impacto da atriz em “O Traidor”. Ele ainda disse que a aparência da Maria Fernanda conversa com seu talento para o cinema.
Já a artista vê em Elza uma personagem estratégica, responsável por movimentar a trama quando surge em cena. A preparação para o papel ainda a aproximou de outras referências marcantes, como um encontro com o universo de Clarice Lispector, no Ceará, durante as gravações.
Por fim, a entrevistada rememora um dos seus principais aprendizados profissionais adquiridos em ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore’. Por meio da personagem Vicência Santos, eleita Chefe Suprema da Confederação Internacional dos Bruxos, a atriz se deu conta de que a conexão constante com a imaginação é o que mais importa.
“Eu tinha que contracenar com uma criatura que não existe. E eu não tinha, por exemplo, um boneco ou nem mesmo um objeto qualquer que pudesse estar ali para me dar uma referência. E eu me vi, no meio dessa grande produção, com esse equipamento, esse aparato técnico que eu nunca tinha visto nada nem parecido, tendo que brincar, jogar, atuar com a minha mais pura imaginação. Algo que a gente faz quando a gente é criança”, expõe.
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