Em cartaz no Masp, “A Ecologia de Monet” ganha novos horários de visitação nesta semana
Em cartaz no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), “A Ecologia de Monet” ganha novas opções de horários com entrada gratuita nesta semana.
A exposição que traz obras famosas do mestre do impressionismo teve a sua duração estendida até o dia 6 de setembro. Semanalmente, o museu funciona de terça a domingo.
A decisão atende ao pedido de vários frequentadores do Masp, que se manifestaram em favor da prorrogação nas redes sociais. Aberta em maio, a atração foi visitada por mais de 60 mil pessoas apenas no primeiro mês.
Confira novas opções de horários:
Terça-feira (2): das 10h às 24h, com entrada até às 23h. Os ingressos para esse dia são gratuitos;
Quarta-feira (3): das 10h às 18h;
Quinta (4), sexta (5) e sábado (6): das 10h às 24h, com entrada até às 23h. Nesses dias, os ingressos serão gratuitos das 18h às 23h.
Com curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, a mostra reúne 32 obras – a maioria inédita no hemisfério sul – que apresentam uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza, as transformações ambientais, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza.
Saiba mais sobre a exposição
O núcleo “O Sena como Ecossistema” aborda a água como um motivo constante na produção do artista, que cresceu na cidade do Havre, no norte da França, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico.
O curso d’água também tem destaque no núcleo “Os barcos de Monet”, no qual apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados, eliminando, assim, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso.
O núcleo “Neblina e Fumaça” discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor, as fábricas em expansão, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana.
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“O Pintor como Caçador” parte das longas caminhadas dele à procura de boas vistas as quais pintar ou, como ele próprio dizia, boas “impressões”. Se no início de sua produção ele se limitava a áreas de fácil acesso, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de viagens realizadas pela costa francesa — Normandia, Bretanha e Mediterrâneo —, além de passagens por outros países, como a Holanda.
“Giverny: Natureza Controlada” apresenta obras como “A ponte japonesa” (1918–1926) e “A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny” (1920–1924), concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão dele por seus jardins, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza. Para visitar a exposição, é necessário reservar os ingressos com antecedência no site do museu.
Sobre o artista
Claude Monet (1840–1926) foi um dos fundadores e principais expoentes do movimento impressionista, revolucionando a história da arte com sua abordagem inovadora da luz e da cor. Nascido em Paris e criado na Normandia, desenvolveu desde cedo uma sensibilidade única para a natureza e suas transformações.
Seu quadro Impressão, “Nascer do Sol” (1872) deu nome ao movimento impressionista. Ao longo de sua carreira, ele se dedicou a capturar os efeitos transitórios da luz sobre a paisagem, muitas vezes pintando o mesmo motivo em diferentes horários e condições atmosféricas.
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