Corpo do cartunista Jaguar será velado nesta segunda-feira (25) no Rio de Janeiro
O corpo do cartunista Jaguar será velado nesta segunda-feira (25), a partir das 12h, na capela celestial do Memorial do Carmo, na zona portuária do Rio de Janeiro. A cremação será às 15h, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe morreu nesse domingo (24), aos 93 anos. Ele estava internado no hospital Copa D’Or, com infecção respiratória, que evoluiu para complicações renais. De acordo com a unidade de saúde, nos últimos dias, ele estava sob cuidados paliativos.
Trajetória
Jaguar começou a carreira de ilustrador na revista Manchete em 1952, aos 20 anos. Seu primeiro livro, ‘Átila, você é bárbaro‘, foi lançado em 1968. A obra foi um sucesso e tratava sobre temas como preconceito e violência.
Ao lado de Tarso de Castro e Sérgio Cabral, foi um dos criadores do jornal O Pasquim, no ano de 1969. A publicação alinhava humor e críticas à ditadura militar, que comandava o país na época.
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Jaguaribe deu o nome ao jornal e foi responsável pelo desenho de um dos ícones mais populares dele, o rato Sig, nome baseado no psicanalista austríaco Sigmund Freud. O ratinho “sacana” era inspirado por uma piada popular à época: “se Deus havia criado o sexo, Freud criou a sacanagem”.
Em 1970, o desenhista chegou a ser preso pelo regime militar pela elaboração de uma sátira ao 7 de setembro envolvendo Dom Pedro I no Pasquim. Ao invés da clássica frase “Independência ou morte”, colocou na boca do imperador um verso de uma canção de Erlon Chves: “Eu quero é mocotó”. Ele passou três meses na cadeia e chegou a declarar posteriormente que a detenção “foi a fase mais feliz da vida”.
Jaguar também criou Gastão, “o vomitador”, figura que passava mal e punha tudo para fora diante das terríveis notícias dos jornais.
Na TV Globo, Jaguar trabalhou em animações nas famosas vinhetas do Plim Plim.
O cartunista também desenhou para publicações como Senhor, Civilização Brasileira, Pif-Paf e Tribuna da Imprensa.
Ele trabalhou com gigantes da arte gráfica brasileira como Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil e muitos outros.
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