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Erik Menendez, preso há 35 anos pelo assassinato dos pais, tem pedido de liberdade condicional negado

Erik Menendez, que está preso desde 1996 junto com o irmão Lyle, pelo assassinato dos seus pais em 1989, teve seu pedido de liberdade condicional negado pela Justiça dos Estados Unidos na última quinta-feira (21).

A medida foi negada em uma audiência virtual; Erik não poderá entrar com o pedido novamente até 2028.

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Segundo o comissário do Conselho de Liberdade Condicional, Robert Barton, “embora demos grande importância aos fatores relacionados a jovens infratores, sua contínua disposição para cometer crimes e violar as regras da prisão” foi o fator determinante para a rejeição da liberdade condicional.

A decisão também reduz as expectativas em relação à audiência separada de liberdade condicional do irmão mais velho e co-réu, Lyle Menendez, marcada para esta sexta-feira (22).

Barton destacaou que considerou a execução de Kitty Menendez, mãe de Erik, “desprovida de compaixão humana”, destacando que ela sofria violência doméstica nas mãos do marido, José Menendez.

“Não consigo me colocar no seu lugar. Não sei se algum dia senti uma raiva desse nível, jamais. Mas isso é preocupante, especialmente porque parece que ela também era vítima de violência doméstica. A coisa mais verdadeira que você disse hoje, no que diz respeito à responsabilidade, é que não há justificativa para suas ações. O que você fez, quando fez, da forma como fez, não tem justificativa”, disse o comissário.

Em sua fala antes da decisão, Erik declarou que lamentava profundamente o assassinato dos pais. Relembrou que acreditava que sua vida estava em risco, mas admitiu que o crime não foi um ato de legítima defesa.

“Meu pai iria ao meu quarto naquela noite para me estuprar. Isso ia acontecer, de uma forma ou de outra. Se ele estivesse vivo, isso iria acontecer”, disse Erik à junta de condicional. Questionado sobre por que também matou a mãe, Erik respondeu que estava cego pela crença de que ela apoiava incondicionalmente José. “Naquela noite, eu os vi como uma só pessoa. Se ela não estivesse no quarto, talvez tivesse sido diferente”, disse.

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O promotor adjunto, Habib Balian, também se posicionou contra a concessão da liberdade condicional. Apesar de reconhecer que Erik tenha iniciado programas para ajudar outros detentos, ainda não está claro se ele entende “a gravidade e a depravação completas de sua conduta”. Ele sugeriu que o crime foi “calculado”.

Anteriormente, os irmãos haviam conseguido se livrar da prisão perpétua. Um juiz da Califórnia mudou a pena de Erik e Lyle Menendez para 50 anos, o que tornou ambos elegíveis para liberdade condicional.

A decisão considerou novas evidências e uma reavaliação das alegações de abuso sexual e psicológico sofrido pelos irmãos nas mãos do pai.

O caso Menendez se tornou um dos mais midiáticos da década de 1990, quando Erik e Lyle foram acusados e condenados pelo assassinato dos pais, em sua mansão em Beverly Hills, em 1989. Na época, o crime chocou os Estados Unidos, não apenas pela brutalidade, mas pelo contexto de uma família rica e bem relacionada. Após o crime, os irmãos chegaram a ostentar uma vida de luxo com o dinheiro da herança, levantando suspeitas que levaram à sua prisão em 1990.

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Durante o primeiro julgamento, transmitido pela TV, os irmãos alegaram legítima defesa devido aos abusos sexuais e psicológicos cometidos pelo pai, supostamente com a conivência da mãe. O julgamento foi anulado após o júri não chegar a um consenso. No segundo julgamento, realizado sem câmeras, foram condenados à prisão perpétua sem possibilidade de condicional. Os promotores alegaram que o verdadeiro motivo do crime foi o interesse na herança milionária da família.

Desde então, novas provas vieram à tona. Em 2023, os advogados dos irmãos apresentaram uma carta em que Erik descrevia o abuso sofrido. O caso ganhou interesse com uma série documental da Netflix, que destacou alegações de que José Menendez também teria abusado de um integrante da banda Menudo.

O retorno aos holofotes reacendeu debates públicos e pressões familiares para que os irmãos fossem novamente julgados, sob a justificativa de que suas ações foram uma resposta ao trauma de anos de violência.

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