Com atrações brasileiras, Rebellion Festival celebra a união e o punk em mais uma edição memorável
O Rebellion Festival, um dos maiores e mais importantes eventos da cena punk mundial, tomou a cidade de Blackpool, na Inglaterra, entre os dias 7 e 10 de agosto.
Durante quatro intensos dias, a pacata cidade litorânea foi transformada em um verdadeiro paraíso para amantes do gênero, com o som de diversas bandas distribuídas nos espaços do emblemático Winter Gardens. Nomes como The Undertones, The Damned, Peter Hook, TSOL, PIL, Chelsea, The Exploited fizeram apresentações lotando o complexo de entretenimento.
Além dos shows, os visitantes podiam explorar uma feira repleta de roupas, discos e acessórios, ou relaxar nos restaurantes, bares e cafés espalhados pelo local. Em cada canto, o espírito punk do festival era palpável, mostrando que a cultura ia muito além da música.
Todo ano a edição é especial para o Brasil. Neste ano, a presença da cena nacional foi marcada pelas performances aclamadas do lendário Garotos Podres e da banda paulista Asfixia Social, que tocou em dois dias. Ambos representaram com maestria a força e a relevância do punk brasileiro no cenário internacional. A participação deles no festival não só reforça a importância do movimento no país, mas também conecta diferentes gerações de fãs.
Organização e tranquilidade
O que mais impressiona no Rebellion, no entanto, é o espírito que o permeia. Apesar de atrair milhares de pessoas de todas as partes do mundo, a atmosfera do festival é de pura camaradagem e respeito. As ruas, lotadas de punks e amantes da música alternativa, respiram harmonia. Onde alguns poderiam esperar confusão e brigas, encontra-se apenas solidariedade e uma paixão compartilhada pela música.
Isso tudo justamente na semana em que o Brasil lamenta a morte de Helen Vitai, 43, figura de destaque entre os adeptos do punk paulista. Ela morreu depois de se envolver em uma briga no último dia 3, na zona oeste de São Paulo, após sair de um festival. O tema chegou a ser comentado no Rebellion por alguns brasileiros presentes, que imediatamente fizeram essa comparação.
O Rebellion é um evento que prova que a energia de uma multidão pode ser canalizada para a celebração e a união, não para o caos.
Sem etarismo e mulheres no palco
O público do festival, por sua vez, desafia qualquer estereótipo. A plateia é uma mostra da diversidade, com pessoas de todas as idades, incluindo muitos participantes com mais de 60 anos, que provam que a paixão pela música não tem prazo de validade. Além disso, a forte presença feminina é notável, não apenas entre os espectadores, mas também no palco, com mulheres atuando como frontmans de diversas bandas, reforçando a inclusão e a força do movimento.
Ao final, o Rebellion Festival 2025 não é apenas um festival de música. É uma demonstração de que a cultura punk, com sua mensagem de resistência e união, continua mais viva e relevante do que nunca.
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