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CEO da Rock World analisa impacto econômico do festival

Faltam menos de dois meses para a segunda edição do The Town, que acontece nos dias 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Além de mobilizar milhares de fãs com atrações de peso do mundo da música, o festival representa um impulso na economia da capital paulista. Em entrevista exclusiva ao portal da TV Cultura, Luis Justo, CEO da Rock World, empresa responsável pela realização da atração, falou sobre o legado econômico do evento.

De acordo com Justo, festivais como o The Town movimentam a economia da cidade de diferentes formas, dentre as principais a geração de postos de trabalho.

Um evento como esse traz um impacto econômico para a cidade a partir do turismo, da geração de impostos e da geração de empregos, que a cada edição se renova. São mais de 20 mil empregos gerados diretamente no festival (…) às vezes, a gente olha o festival como uma grande festa de comunicação, mas ele também é uma grande indústria limpa que gera divisas para a cidade”, diz

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a primeira edição do evento, realizada em setembro de 2023, movimentou R$ 1,9 bilhão na economia de São Paulo. Os números superaram a estimativa divulgada anteriormente pela prefeitura, de R$ 1,7 bilhão, tornando o The Town o festival mais lucratico de São Paulo.

Durante o evento, o município ainda registrou um incentivo na atividade econômica de restaurantes, serviços de transporte e de hotéis, que operaram com 85% da ocupação máxima. Quase 20 mil postos de trabalho foram gerados direta e indiretamente.

Assim como no Rock in Rio, atração pela qual a Rock World também é responsável, muita da estrutura do The Town é inspirada em elementos da metrópole onde ele está sediado. Para o CEO, a intenção da organização, já na primeira edição, era de que o evento representasse a relevância da capital paulista.

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A nossa ideia era que o The Town nascesse grandioso, inspirado na própria grandiosidade da cidade de São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo. A gente queria que o festival, não só do ponto de vista conceitual, mas em sua própria dimensão tivesse que ser algo da relevância, da dimensão que São Paulo representa não só no Brasil, mas no mundo”, explica.

Ainda segundo Justo, a “Terra da Garoa” já demonstra, há algum tempo, que é uma cidade “receptora” e que tem capacidade e qualidade de receber eventos da dimensão do The Town.

Há um legado do ponto de vista de comunicação, do ponto de vista de impacto econômico e de geração de emprego. Há também um legado de construção de qualidade e experiência de eventos, para que cada vez mais eventos dessa dimensão possam entender, a partir do que São Paulo já demonstra há bastante tempo, que é uma cidade absolutamente receptiva e receptora, que tem capacidade e qualidade de receber eventos dessa dimensão“, completa.

Line up

Neste ano, o The Town receberá nomes como Travis Scott, Backstreet Boys, Green Day, Katy Perry, Mariah Carey, Lauryn Hill, Lionel Richie, Camila Cabello e J Balvin.

A menos de 50 dias para o festival, nenhuma das datas está esgotada ainda. Para efeito de comparação, na última edição, a maioria dos ingressos deram “sold out”. Duas das datas, no entanto, esgotaram apenas na semana dos shows.

A organização também já divulgou nesta semana os horários das apresentações.

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