Justiça decide que motoqueiro e estudante alvejados por PM devem ser soltos
O estudante Igor Melo de Carvalho e o motorista Thiago Marques Gonçalves detidos na madrugada de segunda-feira (24) sob acusação de uma cabeleireira e de um policial militar da reserva de terem praticado o roubo de um celular, serão soltos após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (25).
Segundo a promotora Fernanda Bravo, os indícios de autoria do crime, que antes existiam, agora estão enfraquecidos.
A juíza Rachel Assad da Cunha afirmou que “a vítima (cabeleireira) teria reconhecido os autores pela cor de camisa que utilizavam, mas não foram apreendidos com os custodiados nem a suposta arma do crime nem o telefone celular subtraído”.
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“Todas as informações indicam que tanto Carlos Alberto (policial da reserva) quanto Josilene teriam confundido os ora custodiados com os supostos autores do crime de roubo, de forma que os indícios de autoria restam totalmente esvaziados, impondo a imediata soltura dos custodiados”, completou Assad.
Thiago e Igor receberam voz de prisão ao serem levados para o hospital. Os dois foram alvejados pelo policial militar enquanto estavam em cima da motocicleta. Igor perdeu um rim por conta do tiro e está internado em estado grave, mas estável.
A PM informou no início da tarde desta terça-feira que “colabora integralmente com o trabalho de investigação da Polícia Civil” e que “o caso foi encaminhado à Corregedoria da Geral da Polícia Militar”.
Em nota, a Polícia Civil disse que busca “elementos que comprovem a real dinâmica dos fatos”.
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